O número de matrículas de alunos com necessidades educacionais especias dobrou no período de 1988 a 2008. Dados deste ano , 2008, afirmam que 54% dos alunos com necessidades educacionais especias especias estavam matriculados em escolas regulares. Mesmo atendendo cerca de 700 mil crianças e jovens com necessidades educacionais especiais este número ainda é pequeno pois infere-se que existam cerca de 2.850.604 crianças com NEE., o que significa o atendimento a apenas aproximadamente menos de 25 % destas pessoas atendidas. Onde estão os mais de 75% restantes fora da escola:?
Um acompanhamento de salas especiais e regulares na rede municipal e privada do interior do Estado de São Paulo, a partir de 1998, deixou evidentes pontos conflitantes com : a falta de informações , a ausência de registros detalhados e regulares ; grande parte das crianças e jovens com NEE atendidos, não tinham um diagnóstico ou uma diferenciação das deficiências que possibilitaria uma melhor intervenção do professor e quando havia um diagnóstico , por quem e para que era explicitado.
Neste mesmo estudo verificou-se a dominância de deficiência intelectual em nosso país, o que está de acordo com os dados do MEC.
Outro dado nos leva à inferência de quem e como foi feito esse diagnostico: 60% são meninos. Isto nos permite pensar se os " danados" não estão aqui diagnosticados como crianças com NEE, ou se as meninas estão sendo excluídas duplamente.
O tempo de permanência na escola é diferenciado, isto é enquanto na rede pública a média é de 1 a 4 anos em salas regulares, na rede privada esse tempo aumenta para 10 anos, e o atendimento em salas especias pode durar toda a vida ( na rede particular).. A ascensão é descontinua com interrupções entre as séries e, normalmente saem sem certificação o que dificulta seu ingresso no mercado de trabalho.



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