O professor se sente só. Conta apenas com ele para atender a 40 alunos com diferentes modos de aprender e de se comportar. Está só para pensar em estratégias que envolvam a todos. Está só para lidar com as frustrações geradas por suas expectativas e perspectivas nem sempre alcançadas. Sente-se só com sua culpa pelo insucesso do aluno e, com tudo isso acaba o excluindo .
Para eliminar essa solidão é necessário que a equipe escolar organize uma escola inclusa. Cabe à equipe escolar buscar suporte, solicitar serviços, buscar parcerias com equipes interdisciplinares.
Essa equipe interdisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e médicos e o trabalho multidisciplinar permitirá ao professor perceber os indicativos das necessidades e potencialidades de seus alunos.
Esse trabalho interdisciplinar e multidisciplinar permitirá ao professor mudar, conhecer seu aluno, ter o apoio necessário, contar com a equipe gestora da escola , utilizar os espaços intra escolares para interagir e se relacionar como mediador efetivo no processo de aprendizagem do qual o aluno é o sujeito.
Ética, Valores e Saúde na Escola - Saúde
Portfólio das aulas da disciplina Educação Especial/ Inclusiva e Epilepsia do curso de especialização " Ética, Valores e Saúde na Escola" oferecido pelo Núcleo de Apoio Social, Cultural e Educacional (Nasce/USP Leste) da Universidade de São Paulo (USP).
terça-feira, 10 de maio de 2011
VA 27 - O professor não pode estar sozinho
Nesta VA ocorre o resgate da complexidade dos protagonistas do processo de inclusão estudado na VA anterior.
Fica evidente a necessidade da escola permanecer em dúvida pois assim promove parcerias e um trabalho diversificado para valorizar e legitimar as diferenças.
O profissional de saúde o trabalho em parceria com a escola , mesmo que fora dela, deverá conhecer e vivenciar situações para, assim auxiliar nos encaminhamentos necessários para o trabalho efetivo do professor.
Fica evidente a necessidade da escola permanecer em dúvida pois assim promove parcerias e um trabalho diversificado para valorizar e legitimar as diferenças.
O profissional de saúde o trabalho em parceria com a escola , mesmo que fora dela, deverá conhecer e vivenciar situações para, assim auxiliar nos encaminhamentos necessários para o trabalho efetivo do professor.
VA 24 - Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas peagógicas
A Pedagogia é uma ciência em movimento. Sua transformação é constante com novas demandas e transformações na função, papel, atuação e formação de seus atores, em especial o professor.
As antigas idéias de que o professor é o dono do saber e único responsável por ensinar seu aluno foram substituídas pelas idéias de mediação na construção de conhecimento e aluno como sujeito atuante no processo de aprendizagem.
A inclusão escolar traz uma complexidade no processo e a ampliação do que cabe a cada ator deste processo. Às famílias da criança com necessidades especiais cabe a dúvida do acolhimento e tratamento adequado ao seu filho; às famílias dos colegas dessa criança com necessidades especiais ficam ou os pré-conceitos ou a valorização ética possibilitada por esta convivência ; aos professores preparar- se e preocupar-se com sua formação para poder agir , lidar e garantir a aprendizagem; às crianças com NEE cabe o reconhecimento de suas capacidades e a identificação de suas necessidades, ser conhecida; às outras crianças fica a curiosidade e o crescimento pessoal possibilitado pela construção do respeito ao próximo mesmo que seja diferente e à escola como criadora de espaços coletivos que facilitem ou possibilitem o atendimento bem como a busca por parcerias.
As antigas idéias de que o professor é o dono do saber e único responsável por ensinar seu aluno foram substituídas pelas idéias de mediação na construção de conhecimento e aluno como sujeito atuante no processo de aprendizagem.
A inclusão escolar traz uma complexidade no processo e a ampliação do que cabe a cada ator deste processo. Às famílias da criança com necessidades especiais cabe a dúvida do acolhimento e tratamento adequado ao seu filho; às famílias dos colegas dessa criança com necessidades especiais ficam ou os pré-conceitos ou a valorização ética possibilitada por esta convivência ; aos professores preparar- se e preocupar-se com sua formação para poder agir , lidar e garantir a aprendizagem; às crianças com NEE cabe o reconhecimento de suas capacidades e a identificação de suas necessidades, ser conhecida; às outras crianças fica a curiosidade e o crescimento pessoal possibilitado pela construção do respeito ao próximo mesmo que seja diferente e à escola como criadora de espaços coletivos que facilitem ou possibilitem o atendimento bem como a busca por parcerias.
VA 23 - A complexidade do desenvolvimento e a educação de pessoas com necessidades especias
O desenvolvimento humano acontece em processos complexos que não possuem linearidade ou regularidades de aprendizagem.
Quebrando estes paradigmas pensamos em como atuar com pessoas com necessidades especiais.Como ensiná-los? Como investir? Podemos ir além da socialização?
Conhecer suas dificuldades, não negar suas especificidades, reconhecer suas potencialidades e perceber suas possibilidades é o caminho para que possamos interagir de forma a possibilitar seu desenvolvimento, agir como um mediador efetivo.
Quebrando estes paradigmas pensamos em como atuar com pessoas com necessidades especiais.Como ensiná-los? Como investir? Podemos ir além da socialização?
Conhecer suas dificuldades, não negar suas especificidades, reconhecer suas potencialidades e perceber suas possibilidades é o caminho para que possamos interagir de forma a possibilitar seu desenvolvimento, agir como um mediador efetivo.
VA 20 - A complexidade no estudo dos processos de desenvolvimento humano.
" Eu posso abrir ou fechar portas."
Kátia Amorim
As primeiras pesquisas sobre o desenvolvimento humano o concebiam como processos lineares. A princípio pensava-se que a criança seria única responsável neste processo. Com os avanços nos estudos foram se ampliando os autores deste processo, veio a relação com a mãe; o sistema de relações; o sistema biológico-psicológico e social. Percebeu-se que o desenvolvimento humano acontece em processos complexos, é preciso entender o sujeito num conjunto que vai além dele.
O papel do mediador é de fundamental importância pois é ele quem vai trazer elementos que possibilitem o entrelaçamento das relações e interações nos contextos sociais e culturalmente organizados.
Essa zona de atuação na interação é delimitada pelas concepções do mediador, essas concepções podem impulsionar ou interditar práticas sociais.
Kátia Amorim
As primeiras pesquisas sobre o desenvolvimento humano o concebiam como processos lineares. A princípio pensava-se que a criança seria única responsável neste processo. Com os avanços nos estudos foram se ampliando os autores deste processo, veio a relação com a mãe; o sistema de relações; o sistema biológico-psicológico e social. Percebeu-se que o desenvolvimento humano acontece em processos complexos, é preciso entender o sujeito num conjunto que vai além dele.
O papel do mediador é de fundamental importância pois é ele quem vai trazer elementos que possibilitem o entrelaçamento das relações e interações nos contextos sociais e culturalmente organizados.
Essa zona de atuação na interação é delimitada pelas concepções do mediador, essas concepções podem impulsionar ou interditar práticas sociais.
VA 19 - O todo pela parte: reflexões sobre o estigma
Mas, afinal, o que é estigma?
Segundo Goffman, é a situação do indivíduo que está inabilitado para a aceitação social plena.
É aquilo que temos de "diferente". Aquela mancha na pele, aquele formato de olho, o jeito da língua em ficar para fora ou a maneira de falar, de ouvir, de enxergar , de andar que não é igual à maioria das pessoas. Se tenho uma forma diferente de raciocinar, talvez mais lenta, logo sou estigmatizado.
O estigma nos impossibilita de perceber outros atributos, fixamos nossos olhares no atributo estigmatizador.
Precisamos quebrar nossas certezas, destruir para reconstruir uma linguagem de relações e não de atributos.
Segundo Goffman, é a situação do indivíduo que está inabilitado para a aceitação social plena.
É aquilo que temos de "diferente". Aquela mancha na pele, aquele formato de olho, o jeito da língua em ficar para fora ou a maneira de falar, de ouvir, de enxergar , de andar que não é igual à maioria das pessoas. Se tenho uma forma diferente de raciocinar, talvez mais lenta, logo sou estigmatizado.
O estigma nos impossibilita de perceber outros atributos, fixamos nossos olhares no atributo estigmatizador.
Precisamos quebrar nossas certezas, destruir para reconstruir uma linguagem de relações e não de atributos.
VA 16 - Trajetórias escolares de alunos com deficiências e a EJA
Nesta VA foram apresentadas duas pesquisas: a primeira com o objetivo de investigar as matrículas de jovens com necessidades especiais em EJA nos últimos 10 anos e a segunda a trajetória escolar de duas portadoras de deficiência.
Com o primeiro estudo, o qual foi realizado na rede municipal de ensino, percebe-se que as matrículas em EJA diminuíram mas o número de jovens com necessidades educacionais especiais atendidos por esta modalidade aumentou. Destes jovens com NEE matriculados 43% possuem deficiência intelectual e 18% deficiência auditiva, mais da metade 51% vem de escolas especiais.
A segunda pesquisa, os relatos de pessoas com necessidades especiais, deixa evidente a necessidade de maiores investimentos na área da educação inclusiva. Percebe-se essa necessidade pela trajetória de uma jovem que sendo deficiente física e com seu cognitivo preservado chega ao EJA apenas com 28 anos.
Com o primeiro estudo, o qual foi realizado na rede municipal de ensino, percebe-se que as matrículas em EJA diminuíram mas o número de jovens com necessidades educacionais especiais atendidos por esta modalidade aumentou. Destes jovens com NEE matriculados 43% possuem deficiência intelectual e 18% deficiência auditiva, mais da metade 51% vem de escolas especiais.
A segunda pesquisa, os relatos de pessoas com necessidades especiais, deixa evidente a necessidade de maiores investimentos na área da educação inclusiva. Percebe-se essa necessidade pela trajetória de uma jovem que sendo deficiente física e com seu cognitivo preservado chega ao EJA apenas com 28 anos.
Assinar:
Comentários (Atom)

