terça-feira, 10 de maio de 2011

VA 28 - O professor não pode estar só: o espaço interdisciplinar

        O professor se sente só.  Conta apenas com ele para atender a 40 alunos com diferentes modos de aprender e de se comportar.  Está só para pensar em estratégias que envolvam a todos.  Está só para lidar com  as frustrações geradas por suas expectativas e perspectivas nem sempre alcançadas.  Sente-se só com sua culpa pelo insucesso do aluno e, com tudo isso acaba o excluindo .
        Para eliminar essa solidão é necessário que a equipe escolar organize uma escola inclusa.  Cabe à equipe escolar  buscar suporte, solicitar serviços, buscar parcerias com equipes interdisciplinares.
        Essa equipe interdisciplinar composta por psicólogos, assistentes sociais e médicos e  o trabalho multidisciplinar permitirá ao professor perceber os indicativos das necessidades e potencialidades de seus alunos.
        Esse trabalho interdisciplinar e multidisciplinar permitirá ao professor mudar, conhecer seu aluno, ter o apoio necessário, contar com a equipe gestora da escola , utilizar  os espaços intra escolares para interagir e se relacionar como mediador efetivo no processo de aprendizagem do qual o aluno é o sujeito.

VA 27 - O professor não pode estar sozinho

   Nesta VA ocorre o resgate da complexidade dos protagonistas do processo de inclusão  estudado na VA anterior.
   Fica evidente a necessidade da escola permanecer em dúvida pois assim promove parcerias e um trabalho diversificado para valorizar e legitimar as diferenças.
  O  profissional de saúde o trabalho em parceria com a escola , mesmo que fora dela, deverá conhecer e vivenciar situações para, assim auxiliar nos encaminhamentos  necessários para o trabalho efetivo do professor.

VA 24 - Modelos de ensino: das concepções docentes às práticas peagógicas

   A Pedagogia é uma ciência em movimento. Sua transformação é constante com novas demandas e transformações na função, papel, atuação e formação de seus atores, em especial o professor.
   As antigas idéias de que o professor  é o dono do saber e único  responsável por ensinar seu aluno foram substituídas pelas idéias de mediação na construção de conhecimento e aluno como sujeito atuante  no processo de aprendizagem.
     A inclusão escolar traz uma complexidade  no processo e a ampliação  do que cabe a cada  ator deste processo.  Às famílias da criança com necessidades especiais cabe a dúvida  do acolhimento e tratamento adequado ao seu filho; às famílias dos colegas dessa criança com necessidades especiais  ficam ou os pré-conceitos ou a valorização ética possibilitada por esta convivência ; aos professores preparar- se e  preocupar-se com sua formação para poder agir , lidar e garantir a aprendizagem; às crianças com NEE cabe o reconhecimento de suas capacidades e a identificação de suas  necessidades, ser conhecida; às outras crianças fica a curiosidade e o crescimento pessoal possibilitado pela construção do respeito ao próximo mesmo que seja diferente e à escola como criadora de espaços coletivos que facilitem ou possibilitem o atendimento bem como a busca por parcerias.

VA 23 - A complexidade do desenvolvimento e a educação de pessoas com necessidades especias

     O desenvolvimento humano acontece em processos complexos que não possuem linearidade ou regularidades  de aprendizagem.
     Quebrando estes paradigmas  pensamos em como atuar com pessoas com necessidades especiais.Como ensiná-los?  Como investir? Podemos ir além da socialização?
     Conhecer suas dificuldades, não negar suas especificidades, reconhecer suas potencialidades e  perceber suas possibilidades é o caminho  para que possamos interagir de forma a possibilitar seu desenvolvimento, agir como um mediador efetivo.
 

VA 20 - A complexidade no estudo dos processos de desenvolvimento humano.

                                                            " Eu posso abrir ou fechar portas."
                                                                                          Kátia Amorim

      As primeiras pesquisas sobre o desenvolvimento humano o concebiam como processos lineares.  A princípio pensava-se que a criança seria única responsável neste processo.  Com os avanços nos estudos foram se ampliando os autores deste processo, veio a relação com a mãe; o sistema de relações; o sistema biológico-psicológico e social.  Percebeu-se que o desenvolvimento humano acontece em processos complexos, é preciso entender o sujeito num conjunto que vai além dele.
   O papel do mediador é de fundamental importância pois é ele quem vai trazer elementos que possibilitem o entrelaçamento das relações e interações nos contextos sociais e culturalmente organizados.
   Essa zona de atuação na  interação é delimitada pelas concepções do mediador, essas concepções podem impulsionar ou interditar práticas sociais.

VA 19 - O todo pela parte: reflexões sobre o estigma

         Mas, afinal, o que é estigma?
         Segundo Goffman, é a situação do indivíduo que está inabilitado para a aceitação social plena.
         É aquilo que temos de  "diferente".  Aquela mancha na pele, aquele  formato de olho, o jeito da língua em ficar para fora ou  a maneira de falar, de ouvir, de enxergar , de andar que não é igual à maioria das pessoas.   Se tenho uma forma diferente de raciocinar, talvez mais lenta, logo sou estigmatizado.
         O estigma nos impossibilita de perceber outros atributos, fixamos nossos olhares no atributo estigmatizador.
         Precisamos quebrar nossas certezas, destruir para reconstruir uma linguagem de relações e não de atributos.

VA 16 - Trajetórias escolares de alunos com deficiências e a EJA

     Nesta VA foram apresentadas duas pesquisas: a primeira com o objetivo de investigar as matrículas de jovens com necessidades especiais em EJA nos últimos 10 anos e a segunda a trajetória escolar de duas portadoras de deficiência.
     Com o primeiro estudo, o qual foi realizado na rede municipal de ensino,  percebe-se que as matrículas em EJA diminuíram mas  o número de jovens com necessidades educacionais especiais  atendidos por esta modalidade aumentou. Destes jovens  com NEE matriculados 43% possuem deficiência intelectual e 18% deficiência auditiva, mais da metade 51% vem de escolas especiais.
     A segunda pesquisa, os relatos de pessoas com necessidades especiais, deixa evidente a necessidade de maiores investimentos na área da educação inclusiva. Percebe-se essa necessidade pela trajetória de uma jovem que sendo deficiente física e com seu cognitivo preservado chega ao EJA apenas com 28 anos.