sábado, 23 de abril de 2011

VA 8 - Contradições de valores na escola: entrelaçados da história com a história da educação e da educação especial

     O histórico da educação especial no Brasil iniciou-se em 1854 , no Rio de Janeiro então capital do país, com o Instituto Benjamin Constant  para cegos e depois de alguns anos , em 1857, com a criação do Instituto Nacional de Surdos Mudos.
      A evolução da educação especial no Brasil foi lenta.  Surgem as primeiras classes especias  na década de 50 com  o surgimento de duas instituições não governamentais surgem  , a APAE e a Sociedade Pestalozzi..
     Na década de 60 leis garantem os direitos dos excepcionais, mas  em 1973, com a criação do CENESP, nova segregação acontece.
      A Constituição de 88 e o ECA  em 1990 propõe a matricula das crianças com necessidades especiais preferencialmente em salas regulares.   Com a LDB 9394/96  fica atribuída às  redes de ensino o dever de atender a essas necessidades especiais.
         Em 1999 o preconceito passa a ser crime. Em 2001 a negação de matrícula de criança com necessidade especia também passa a ser considerada crime. 
        Em 2002 surge a preocupação com a formação docente para o atendimento de crianças com necessidades especiais. Em 2006 o Brasil ratifica aConvenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU e faz da norma, parte da Legislação Nacional.

         

VA 7 - Crianças e jovens com necessidades especiais na escola

    O processo de inclusão possui várias perspectivas: a da família; a do professor; a da direção e a do aluno.   Cada uma com  suas ansiedades , medos, receios , dificuldades e esperanças.
    Não basta o aluno estar em uma classe regular para acontecer a inclusão.

VA 4 - Ética e saúde na escola

   O que significa necessidade educacional especial?  Essa terminologia foi utilizada pela primeira vez na Europa em 1978, e no Brasil após a Declaração de Salamanca ( 1994).  De acordo com essa declaração enquadram-se em necessidades educativas especias: as pessoas de rua e que trabalham; de população nômade ou de origem remota; pertencentes a minorias linguísticas, étnicas ou culturais; grupos desavantajados ou marginalizados; deficientes e superdotados.
   No Brasil o Decreto 3.298 de 1999 determina a nomenclatura ou as categorias que definem os alunos : deficiência física, deficiência auditiva, deficiência visual, deficiência múltipla, deficiência mental.  Em 2007 surge o termo transtorno global de desenvolvimento  e a nova nomenclatura de deficiência mental para deficiência intelectual.


VA 3 - Ética e valores na ação educativa

    A professora Kátia faz, nesta videoaula, uma retomada das aulas apresentadas pelo prof . Ulisses, sobre as três revoluções educacionais.
    Na primeira revolução os grupos eram restritos,apenas os nobres tinham o direito ao ensino e este  era individualizado a partir de um preceptor. 
    Na segunda revolução o Estado passa a ter responsabilidade pela educação pública, mas ainda o grupo atendido é reduzido, principalmente formado por meninos brancos.  O professor passa a ter um número maior de alunos. Há  uma legitimação da exclusão e naturalização cultural.
     A terceira revolução é a escola para todos, é a universalização do aceso à escolarização.  Não depende mais de classe social, raça, etnia, religião, necessidades educacionais especiais, é a legitimação do direito. Mas aqui surgem dificuldades no trabalho do professor: como trabalhar com esses alunos respeitando suas diferenças ou especificidades?  Como promover a inclusão real e não a inclusão perversa? Como mostrar a diferença sem favorecer o estigma?  
       A forma de acolher, integrar e dar recursos para o processo ensino-aprendizagem é facilitada com o trabalho nas relações interpessoais de forma afetiva . É o encontro e o confronto entre conhecimento e valores.